Mapas invadem as redes sociais
Veja como as redes sociais baseadas em geolocalização, Foursquare e Gowalla, funcionam e porque poucas pessoas usam seus recursos no Brasil
Primeiro foi o Orkut. Depois, vieram Facebook e Twitter. Agora, a nova tendência são as redes sociais vinculadas à localização geográfica das pessoas. Foursquare e Gowalla, seu concorrente mais próximo, fazem parte dessa tendência. Depois de se cadastrar, o usuário adiciona os amigos, assim como faz nas redes sociais mais populares. A diferença é um aplicativo para smartphone, que o internauta usará para fazer check-in, ou seja, se registrar em lugares.
Antes de o Foursquare existir, Marcelo Castelo, sócio-diretor da agência F.biz, repetia o mesmo ritual em toda viagem para o exterior: comprava uma revista especializada em turismo ou gastronomia para decidir onde visitar. “Quando você conhece uma cidade, não sabe o que existe de bom lá”, diz Castelo.
Nos últimos meses, no entanto, Castelo passou a se preocupar com isso, só quando sente fome ou tem um espaço livre na agenda. Na hora, ele consulta o Foursquare quais os lugares próximos, as dicas de outros usuários sobre os locais e se algum amigo está por perto. “Agora, o Foursquare é a minha principal fonte de informação”, diz Castelo.
Apesar de ainda estar somente em inglês, o aplicativo do Foursquare é fácil de usar. Além de fazer check-in, o usuário pode acompanhar a localização de seus amigos, nomear novos locais e registrar dicas.
A característica de game, no entanto, é o que chama mais a atenção dos usuários. Quem faz a maior quantidade de check-ins se torna o prefeito (mayor) do local, um restaurante, uma balada ou mesmo um local de trabalho. Os amigos podem competir para se tornarem prefeitos, por exemplo, dos locais mais badalados da cidade.
“A ferramenta mexe com o ego digital das pessoas, pois todo mundo quer ser o mais destacado no local”, diz Rafael Siqueira, diretor técnico do site Apontador. Algumas empresas, inclusive, oferecem vantagens exclusivas aos prefeitos.
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